Autor: Isaac Marion
Editora: LeYa Brasil
ISBN: 9788580440331
Ano: 2010
Páginas: 252
Sinopse:

R é um jovem vivendo uma crise existencial - ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos. Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a "vida" de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro. Assustador, engraçado e surpreendentemente comovente, Sangue Quente fala sobre estar vivo, estando morto, e a tênue linha que os separa.

Para os fãs dos tradicionais zumbis, o livro pode ser bem chocante. Isso pelo simples e único motivo de, o personagem principal, que é um zumbi ter "sentimentos".

A história é muito profunda, os personagens são muito profundos. O autor fez um ótimo trabalho tanto com os personagens principais quanto com os secundários, sem dúvida alguma o livro é de uma beleza e expressividade espantosas.



Mas como eu mencionei anteriormente, os fãs de zumbis tradicionais podem se decepcionar, afinal sangue quente  não é sobre um vírus que se espalha pelo planeta. É algo muito mais humano.

Sangue Quente mostra a verdade Nua e Crua, somos só nós seres humanos, nos destruindo um pouco a cada dia até que tudo foge do controle e nos vemos assombrados por nós mesmos, ou melhor, nossa pior parte, nosso zumbi interior.




Eu achei o livro bom, os personagens são interessantes, mas sou do time tradicionalista. Se eu recomendo a leitura? Claro que sim!! Vale muito a pena. É uma história bem reflexiva, encantadora e até poética eu diria.

Um romance bem diferente embala a história, imaginem um zumbi e uma humana a principio nada bonito né. Mas aos poucos é possível perceber o que há por trás.

O autor utiliza a metáfora do zumbi para nos mostrar algo muito mais profundo, algo que habita cada um de nós!

A diagramação e a capa estão muito boas, a editora LeYa caprichou!


Por hoje é só pessoal, beijos e até o próximo post!